Em discurso no plenário, Aurélio Miguel rebate de modo contundente críticas de colegas na Câmara Municipal.
08/02/2007

Discurso

O SR. AURÉLIO MIGUEL (PL) - Sr. Presidente, peço a palavra, pela ordem, pois fui citado pelo nobre Vereador Paulo Fiorilo e também gostaria de fazer um comunicado como Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica, já que o assunto aqui tratado versa sobre transporte.

O SR. PRESIDENTE (Antonio Carlos Rodrigues - PL) - Nobre Vereador, como citado, V.Exa. não pode falar, porque, senão, daqui a pouco, todos vão querer usar a palavra por cinco minutos. Mas V.Exa. pode falar como Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica.

O SR. AURÉLIO MIGUEL (PL) - (Pela ordem) - Então, falarei como Presidente da Comissão - já sabia disso, por isso me adiantei.

Eu gostaria de dizer aos nobres Colegas, pois alguns disseram que sofreram com a Prefeita Marta, e o nobre Vereador Paulo Fiorilo disse que sofreu agora com o Prefeito Kassab, que há uma diferença dos seus casos com relação ao meu. A ex-Prefeita Marta não prometeu que iria sancionar esse projeto; o Prefeito Kassab não prometeu que iria sancionar o projeto do nobre Vereador Paulo Fiorilo. Mas, no meu caso, o Sr. Prefeito Kassab ajudou a construir o projeto, dando até uma sugestão. E faltou com a palavra. 

Isso é pior, muito pior. É algo que não podemos aceitar, porque palavra é a coisa mais importante que qualquer cidadão deve honrar. Sou da época do fio do bigode. Fui criado assim, meu pai era espanhol, minha mãe também, tendo lutado na Guerra Civil Espanhola. Também fui criado por professores japoneses, muito rígidos, para quem a palavra vale mais do que qualquer coisa. E esse valor não foi honrado pelo nosso prefeito. 

Eu lamento, Sr. Prefeito. Tenho uma admiração muito grande por V.Exa., mas fiquei decepcionado com relação a isso.

Falando em transporte, aproveito a oportunidade para dizer que estou preocupado. V.Exas. devem ter visto que, nesta semana, saiu no noticiário que janeiro é mês de aumento do transporte local. Como fui membro da Comissão de Trânsito, Transporte e Atividade Econômica - estou na Presidência até a nova comissão ser instalada -, verifiquei no contrato que eles têm de ter um retorno de 100% dos custos. E acho que eles estão preocupados, pois parece que a coisa já passou dos 100%. Eu defendo os 100%. Eles têm direito, contratualmente, a um reajuste de 5% pelos gastos, pelo aumento do combustível, de vários produtos e insumos. E eu fico preocupado em saber como é que essa Secretaria vai fechar as contas. Eu gostaria que o Sr. Secretário viesse explicar como fechará as contas, porque, se não me engano, já passou dos 100%. E, contratualmente, a porcentagem é de 100%, relativa aos custos, a que eles têm direito.

O estrutural já é diferente: eles têm de ter 100% do custo mais 18% do investimento, e também a Prefeitura, até o momento, não tem honrado com isso.

Então, eu queria que o Secretário e os seus assessores - se não me engano, é o Sr. Hélio Rubens que cuida da questão dos custos e do retorno - viessem explicar como a Prefeitura vai enfrentar agora a diminuição de recursos para o perueiro. Quero só ver como enfrentarão isso. Estou preocupado que o transporte na cidade de São Paulo pare por conta disso. Ou vai pagar mais recursos? Com que dinheiro? Do seu próprio bolso? Eu quero só saber o que vai acontecer. Estou vigilante, estou de olho na Secretaria de Transportes.

Era o que eu tinha a dizer, Sr. Presidente.