Campo de Concentração para Animais
Rua das Rosas, s/nº, Distrito do Cipó, Bairro das Cerejeiras, Lote 28, Embu-Guaçu
09/02/2007
A denominação do local em questão poderia ser a de Auschwitz, ou Birkenau, ou Monowitz, ou Jasenovac, ou Sobibór, ou Treblinka, ou uma série de opções relativas aos nomes dos nefastos campos de concentração nazistas da 2ª. Grande Guerra. Menos
“Paraíso dos Animais de São Francisco de Assis”.
Antes de levar a público o que constatamos na cidade de Embu-Guaçu, reunimos uma série de documentos que efetivamente comprovassem os maus tratos a animais propositadamente praticados na área que visitamos, pois uma das nossas preocupações é a de não deixar margem que ninguém, por mais desavisado ou inocente, venha acreditar que se trata de uma protetora de animais idealista e dedicada, e que, em virtude da falta de recursos e ajuda, não consegue manter o local em boas condições e não obtém êxito na manutenção de animais sadios.
O buraco é bem, mas bem mais embaixo.
Outra preocupação é a de não desencadear uma ação que culminaria com o sacrifício dos animais aprisionados. Todavia, impossível omitir à sociedade o que ocorre no tal “Paraíso”.
Vamos ao caso:
Não tivéssemos comparecido na última Terça-feira (dia 06/02/07) no local em apreço e documentado a situação com a nossa filmadora, até poderíamos acreditar no teor da cópia da correspondência que estamos
publicando link nesta página e cujo original foi enviado à Prefeitura de Embu-Guaçu em 14/11/2006, pela Sra. Cezira Rodrigues Vieira.(carta enviada à Prefeitura de Embu-Guaçu pela Sra. Cezira)
Há alguns dias fomos procurados no Gabinete do Vereador Aurélio Miguel por um advogado que nos apresentou uma série de fotos e documentos relativos a maus tratos de animais que estariam acontecendo num terreno na cidade de Embu-Guaçu. A denúncia era contra a Sra. Cezira Rodrigues Vieira, da ONG Paraíso dos Animais de São Francisco de Assis. Como Aurélio Miguel é um vereador paulistano, poderíamos apenas ter alegado que a nossa área de atuação é pertinente à cidade de São Paulo, e fim de papo.
Todavia, como o assunto era e é pertinente ao sofrimento dos animais e como as fotos que nos foram entregues eram e são assustadoras, resolvemos agir.
Verificamos, por intermédio da documentação, que o local foi e está interditado pela Zoonoses, pela Vigilância Sanitária e pelo Meio Ambiente da Cidade de Embu-Guaçu
(relatório do Departamento de Meio Ambiente de Embu-Guaçu). Também verificamos que a Prefeitura alega, para tanto, contaminação do lençol freático em virtude do depósito de carcaças (segundo as autoridades mais de 1.500 corpos em verificação feita no ano passado), animais sem vacinação, sem tratamento, muito doentes, má alimentação e aglomeração.(relatório
da Vigilância Sanitária da Cidade)
O vereador Aurélio Miguel, pessoalmente, falou com o Prefeito de Embu-Guaçu a fim de se conseguir uma área da Prefeitura para remoção e tratamento destes animais, mas a idéia não vingou. Também tentamos conseguir ajuda da cidade vizinha, Itapecerica da Serra, e, para tanto, conseguimos ordem da Promotoria de Justiça para retirada dos animais, mas também não obtivemos sucesso. Ademais, repetimos, o grande problema é que não queremos que os animais sejam levados para o CCZ para sacrifício, e sim que sejam levados para tratamento e adoção, ou seja, precisamos de prazo.
Conseguimos falar por telefone com o ex-caseiro. Ele foi embora há algumas semanas após registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Embu-Guaçu pois, segundo ele, teria sido ameaçado pela tal Sra. Cezira. Na conversa ele nos relatou que os animais que estão com boa aparência são aqueles que são levados para lá sempre nos últimos dias, e que os animais vão adoecendo, morrendo, os corpos são jogados fora, e outros animais sadios vão sendo trazidos semanalmente.
Esgotadas as primeiras tentativas de solução, fomos ao local acompanhado pela veterinária Cristina, Chefe da Zoonoses de Embu-Guaçu, por alguns funcionários daquela Prefeitura, e pela advogada Cláudia Pentiocinas.
A situação constatada é muito triste e revoltante.
Os animais bebem água suja. Estranho isto, pois em que pese qualquer falta de recursos financeiros que porventura venha a ser alegada, trocar a água dos animais nos parece o mínimo do que se espera de alguém que diz que protege animais.
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| É
tão cara e difícil a troca da água destes animais? |
Cerca de 100 cães e alguns gatos estão amontoados em áreas cercadas, muito sujas e com ração misturada com dejetos.
Há muitos animais doentes e em péssimo estado.
Há um touro que vive num cercado. Recebemos a informação que ele foi levado para lá ainda muito novo, e isto faz sentido pois não há como um animal daquele porte ser colocado naquele retângulo, já que o terreno possui um acentuado declive. Este animal vive lá preso e isto, por si só, já seria suficientemente cruel. Quando descemos ao local, verificamos que o animal estava sem água.
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cachorro doente convivendo com outros sadios.
No chão, muita sujeira |
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Filmamos
vários sacos de lixo amontoados no terreno. Neles
constatamos muitos vermes e demasiado mal cheiro.
Há uma denúncia no Ministério Público Estadual de
Maus Tratos aos Animais (processo nº 34/2006), e há um
inquérito na Delegacia de Embu-Guaçu também de maus
tratos (Inquérito nº 494/2006).
Nesta semana, após a nossa visita ao “Paraíso”, a
veterinária Cristina lavrou BO na Delegacia de
Embu-Guaçu pois, segundo ela, foi ameaçada perante
testemunhas pela proprietária do local.
Ao que
consta a situação em 2006 era pior. A informação do
ex-caseiro é a de que a proprietária tem procurado
camuflar as aparências e se passar por protetora, já
que várias denúncias tem sido formuladas.
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Neste
momento é nosso objetivo sensibilizar a população de
Embu-Guaçu e a proteção animal a socorrer estes
animais; no sentido de este local ser esvaziado e
demolido; no sentido de não serem sacrificados estes
animais, inclusive porque há animais em bom estado
(ainda).
Estamos publicando nesta matéria as fotos feitas em 06/02/2007
(inclusive dos animais adotados na hora por alguns funcionários da
Prefeitura e pela nossa equipe), relatórios da Prefeitura sobre o
caso, carta da Sra. Cezira relatando “providências”, e fotos de
2006.
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Com relação ao Touro, está se concretizando a possibilidade de conseguirmos uma pessoa que ficará com animal, e poderemos também obter um guincho para retirar o bovino daquele espaço.
Estamos agindo junto à Polícia no acompanhamento dos inquéritos.
O Vereador Aurélio Miguel pretende agir judicialmente no sentido de impedir que mais animais sejam levados para o local.
Estamos atuando junto à Prefeitura e população da cidade a fim de que os animais sejam recolhidos e tratados e, neste sentido, apelamos para que as pessoas escrevam às autoridades (relação de e-mail’s abaixo).
Estaremos periodicamente atualizando esta página com novas informações.
JOSÉ JANTÁLIA
Chefe de Gabinete do Vereador Aurélio Miguel
josejantalia@uol.com.br
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