Projeto
de Lei do vereador Aurélio Miguel regulamenta comércio de cães e gatos no município de
São Paulo"
18/04/2007
O vereador Aurélio Miguel
continua firme no próposito de criar condições mais dignas para os animais que vivem na
cidade de São paulo. Após ter derrubado o veto sobre a proibição de animais em circo
em 2005 e lutado pelo fechamento de um campo de extermínio de cães e gatos na divisa do
município paulistano com Embu-Guaçu, além de outras inúmeras ações, Aurélio Miguel
cumpriu a promessa feita na APASFA (Associação de Proteção de Animais São Francisco
de Assis) no último sábado (14/04) e protocolou na Câmara Municipal Projeto de lei que
regulamenta a criação para fins comerciais de cães e gatos na cidade de São Paulo.
Bastante abrangente, o Projeto carrega em sua letra artigos como os que obrigam pessoas
jurídicas que comercializam animais a estarem devidamente registrados no Centro de
Controle de Zoonoses ou orgãos equivalentes da prefeitura; a proibição da venda de
animais em logradouros públicos municipais e a instalação de criadouros de cães e
gatos em áreas de natureza rural, desde que obedecidas a legislação ambiental e de uso
e ocupação de solo desde que respeitando o estudo de impacto ambiental produzido nas
áreas citadas.
As regras para que pessoas jurídicas possam comercializar animais serão mais rigorosas.
Além de CNPJ e laudo de impacto ambiental, os animais nascidos em criadouros ou
utilizados como matrizes deverão ser microchipados. O criadouro terá até 60 dias para
comunicar o nascimento do animal ao orgão responsável, além de respeitar o intervalo de
dois cios para cada gestação. A idade para cruzamento de animais fêmeas deverão
respeitar a idade mínima de 18 meses e a máxima de 7 anos. Na questão de controle de
natalidade, os animais deverão ser castrados antes de serem vendidos para particulares e
esta castração não poderá ultrapassar 60 dias após o nascimento dos mesmos. Com este
Projeto de Lei o vereador Aurélio Miguel pretende corrigir não apenas as distorções
existentes no mercado de venda de animais como também equacionar os graves problemas
derivados do comércio clandestino. O Projeto de Lei ainda deverá passar por discussões
em audiência pública quando entidades de proteção animal e população em geral
poderão debater, sugerir ou até divergir dos pontos constantes a respeito do assunto. |