Comissão debate venda legal de animais como alternativa de combate ao tráfico
23/06/2009

Para criadores, comércio legal contribui com a preservação e manutenção das espécies; para ONGs, "comércio de animais é imoral"

Relator da Comissão de Estudos dos Animais, o vereador Aurélio Miguel recebeu na reunião extraordinária, desta terça-feira (23/06), representantes dos criadores legalizados de animais silvestres e comerciantes destas espécies. Os segmentos apresentaram seus trabalhos como forma de se combater o tráfico.

Stanislau Szaniecki, do Consórcio Brasileiro de Criatórios de Aves Silvestres (CBRAS), disse que "estimular o comércio legal é combater o tráfico de animais." Para ele "o comércio legal traz benefícios ao meio ambiente, pois garante a manutenção de espécies." Szaniecki disse "que a soltura de animais apreendidos pelo Ibama pode representar um desequilíbrio ambiental e, na maioria dos casos, acarretar na morte dos próprios animais, que, advindo de cativeiro ilegal não sobrevivem na fauna."

Ivan Sales, também do CBRAS, apresentou quais são os documentos legais necessários para a venda; disse que a atividade contribui com o pagamento de impostos e com o controle de doenças animais. "O comércio legal ainda ajuda na preservação e na melhora genética", comentou.

Luis Paulo Amaral, da Associação Brasileira de Criadores e Comerciantes de Animais Silvestres e Exóticos (ABRASE), pediu maior repressão ao tráfico e incentivos ao comércio legalizado. "A convenção internacional de comércio de fauna e flora reconhece as vantagens do comércio legal sustentável da fauna silvestre como maneira de reaproveitamento da biodiversidade e redução do comércio ilegal."

Representantes de organizações não governamentais (ONGs) rebateram a afirmação de que as espécies apreendidas não podem ser reintroduzidas na fauna. Os movimentos defenderam a erradicação do que chamam de "exploração animal". Para Nina Rosa, do instituto que leva seu nome, e promove a conscientização a respeito do tema, "a venda de animais pode ser legal, mas é imoral. O próximo encontro da Comissão está marcado para o dia 24 de junho para debater a exploração dos animais em circos.