Vereadores
constatam divergências a respeito da dívida de IPTU com o município
29/06/2009
Procuradoria Geral
do Município diz que dívida é de R$ 27 bi; Secretaria de Finanças diz que é de R$ 6
bi
O subsecretário da Receita
Municipal da Secretaria de Finanças, Ronílson Bezerra Rodrigues, disse que a dívida de
IPTU com o município não é de R$ 27 bilhões e sim de R$ 6 bilhões; e que a dívida de
Imposto Sobre Serviço (ISS) chega a R$ 23 bilhões. A afirmação, que contraria o que
foi dito pela Procuradoria do Município, foi feita durante a reunião da Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as irregularidades no lançamento do Imposto
Predial e Territorial Urbano (IPTU) da Câmara, nesta segunda feira (29/06).
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| No encontro do dia 08 de
junho, representantes da Procuradoria Geral do Município (PGM) disseram que dívida total
de IPTU com a municipalidade chegava a R$ 27 bilhões: sendo o débito dos 2.300 maiores
devedores de IPTU R$ 23 bilhões, e R$ 4 bilhões devidos por outros um milhão de
contribuintes. Quando estiveram aqui os representantes da PGM fomos informados que
existia uma dívida de R$ 23 bilhões por parte dos grandes devedores do imposto. Hoje, o
responsável pela Secretaria de Finanças afirmou que os números não são esses, e sim
R$ 6 bilhões. Vamos ter de apurar o número real. De qualquer forma, é muito dinheiro.
Dá para construir muitas coisas. Vamos continuar investigando e apurando. A PGM ficou de
nos enviar a relação desses contribuintes e, a partir daí, teremos mais clareza,
afirmou o vereador Donato (PT), relator da CPI. |
| Parlamentares ouvem subsecretário da
Receita Municipal, Ronílson Bezerra Rodrigues |
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| Durante a reunião, Rodrigues
disse que o número de imóveis cadastrados chega a quase três milhões e que a
inadimplência na capital é de nove por cento, enquanto no restante do País a média é
de 45%. Segundo o subsecretário, a gerência do IPTU está entre as melhores do
Brasil. |
| PGV |
| Rodrigues concordou que
planta genérica de valores (PGV) do município precisa ser revista, porém, uma revisão
anual é inviável. Temos de atualizar, mas não tudo, senão a inadimplência
explode, disse. |
| Segundo o Subsecretário, os
valores da planta são do ano de 2001, por isso, para o vereador Donato, não há dúvidas
de que uma correção se faz necessária. Eu acho que é um erro o governo não
atualizar a PGV, pois não significa só aumentar o valor, pode diminuir para alguns. Em
uma área degradada ou com problemas de enchente, por exemplo, o valor seria reajustado
para baixo; é uma questão de justiça fiscal. Evidentemente que se o impacto for muito
grande tem de ser feita de maneira gradual. O que precisamos saber é o valor real da PGV
e não temos isso; diversas áreas da cidade mudaram muito e ainda temos uma planta de
valores antiga, ressaltou. |
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| Participaram do encontro os
vereadores Wadih Mutran (PP), Marta Costa (DEM), Claudio Fonseca (PPS), Adilson Amadeu
(PTB), Arselino Tatto (PT), Abou Anni (PV), Souza Santos (PSDB), Donato e Aurélio Miguel
(PR), presidente. |
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