CPI do IPTU debate
defasagem na PGV e modernização do sistema da Secretaria de Finanças
04/08/2009
"A planta
genérica de valores está muito aquém da realidade", ressalta o vereador
Aurélio Miguel
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Foto: Juvenal Pereira |
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Investimento em tecnologia deixa muito a
desejar em relação a iniciativa privada",
diz o presidente da CPI
do IPTU, vereador Aurélio Miguel |
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Anistia |
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Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar
irregularidades nos lançamentos do Imposto Predial e
Territorial Urbano (IPTU) da Câmara se reuniu nesta
segunda-feira (03/08) e debateu a defasagem da
Planta Genérica de Valores (PGV) do município e as
modernizações que estão sendo implantadas pela
Secretaria de Finanças para melhorar o sistema de
cobrança.
"A planta genérica de valores está muito aquém da
realidade e o que pudemos observar é que não tem
eficácia alguma; se reúnem desde 2002 e na verdade
tudo o que foi deliberado até hoje não entrou em
prática. Há uma diferença muito grande de valores,
por isso não é justo que os contribuintes paguem um
valor em suas residências e os grandes
empreendimentos comerciais paguem outro, de uma
tabela muito defasada", comentou o vereador Aurélio
Miguel (PR), presidente da CPI.
O
diretor da Empresa Brasileira de Estudos de
Patrimônio, Luiz Paulo Pompéia, concordou com os
parlamentares ao ser questionado a respeito dos
valores que os grandes Shoppings da capital pagam
pelo metro quadrado. "O que se constata é que os
valores informados na reunião estão muito abaixo do
valor de mercado." |
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Outro
questionamento levantado pelos parlamentares diz respeito
aos processos de anistia, que possuem prazo de cinco anos
para serem lançados. "Nossa preocupação, que até foi motivo
de requerimento aprovado na reunião de hoje, é que a
Secretaria de Habitação encaminhe os pedidos de anistia o
mais rápido possível para a Secretaria de Finanças lançar;
senão vamos perder também os processos de 2004."
Miguel ressaltou a importância dos lançamentos: "No Shopping
Aricanduva, por exemplo, se arrecada por volta de R$ 1,4
milhões por ano e agora foi retroagido também cinco anos;
portanto vai se arrecadar só com esse empreendimento R$ 7,5
milhões. A única tristeza é que os processos de anistia de
2003 já se perderam. Se deixamos de arrecadar, deixamos de
investir na cidade."
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| Tecnologia |
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Durante a
reunião, os parlamentares ouviram o auditor fiscal da
Secretaria de Finanças, Reinaldo Bueno de Souza, que
explicou as mudanças que serão implantadas no portal do
contribuinte. O novo modelo, que ainda está em
desenvolvimento, permitirá maior agilidade ao cidadão.
"Melhorando o atendimento pela internet e pelo call center,
reduzimos o número de pessoas que precisam se dirigir até a
Prefeitura, agilizamos o atendimento e a satisfação do
cliente", disse Souza.
O projeto, que teve licitação lançada em 2005, porém, só
estará em funcionamento a partir de 2012. "O investimento em
tecnologia deixa muito a desejar em relação a iniciativa
privada. Uma instituição financeira, por exemplo, investe
muito na área de controle, pois o produto final é o
dinheiro. No Estado e na Prefeitura não é diferente, pois
arrecadação também é dinheiro. Precisam fazer rápido, para a
cidade não perder arrecadação."
Participaram do encontro os vereadores Abou Anni (PV),
Donato (PT), Souza Santos (PSDB), Adilson Amadeu (PTB),
Wadih Mutran (PP), Claudio Fonseca (PPS) e Aurélio Miguel,
presidente. |
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