Regularização do Shopping
Villa-Lobos trará receita de R$ 1,5 milhões para o município
11/08/2009
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"Não pode o valor do metro quadrado lançado para o
Villa-Lobos ser R$ 200 e o próprio representante dizer
que o valor é de R$ 3.200", diz Miguel. |
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Representantes do Shopping Villa-Lobos prestaram
subsídios, nesta segunda-feira (10/08), aos integrantes
da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar
irregularidades no lançamento do Imposto Predial e
Territorial Urbano (IPTU) a respeito do processo de
anistia do imóvel. Com a regularização, o município
arrecadará R$ 1,5 milhões.
O Shopping tem aprovado 89 mil metros quadrados para o
lançamento do imposto e o processo de anistia pede a
inclusão de outros 12 mil metros quadrados, devido ao
acréscimo de área de serviço no local. "Já foi lançado o
tributo para ser pago, o que vai trazer uma arrecadação
de até R$ 1,5 milhões. O Villa Lobos tem lançado de 2004
a 2009 esta diferença de 12 mil metros quadrados, que dá
aproximadamente R$ 250 mil por ano.", disse o presidente
da CPI, vereador Aurélio Miguel (PR). |
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O
parlamentar explicou o processo e comentou a perda de
arrecadação do lançamento de 2003. "Em 2002, 2003, tinha
um processo de anistia que todos podiam ingressar, aí o
Ministério Público interferiu, paralisou o processo e
foi reeditada uma nova legislação, que impediu as
operações interligadas de entrada; mas eles [Shopping
Villa-Lobos] já tinham entrado com o pedido
anteriormente, daí a briga judicial. Mas, para efeito de
lei, estão irregulares, funcionando através de mandado
de segurança. Só lamentamos perder o lançamento de
2003", explica Miguel.
Durante a reunião, os parlamentares ressaltaram mais uma
vez as desigualdades da Planta Genérica de Valores do
município. "Não pode o valor do metro quadrado lançado
para o Villa-Lobos ser R$ 200, e o próprio
representante, Marcos de Almeida, dizer que o valor é de
R$ 3.200; é uma diferença muito grande. Queremos uma
cidade mais justa e uma arrecadação condizente com o seu
tamanho. Estamos falando de apenas um caso nesta
reunião, mas vamos apurar todos os casos e mostrar o
quanto a cidade de São Paulo perdeu pela ineficiência
nos lançamentos dos processos de anistia", finalizou o
presidente da CPI.
Participaram do encontro os vereadores Claudio Fonseca (PPS),
Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB), Wadih Mutran (PP),
Donato (PT) e Aurélio Miguel, presidente. |
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