Em CPI do IPTU, Jockey
Club não reconhece dívida de R$ 151 milhões com o município
17/08/2009
Instituição contesta na Justiça valores lançamento desde 1995
|
|
|
Representantes do Jockey Club afirmaram, nesta
segunda-feira (17/08), não reconhecer a dívida de R$ 151
milhões com os cofres públicos na reunião da Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as
irregularidades no lançamento do Imposto Predial e
Territorial Urbano (IPTU). |
| Mário
Roberto Silva, diretor geral de finanças do Jockey,
explicou que a entidade contesta judicialmente os
lançamentos de IPTU de 1995 até o presente momento.
Entre as contestações estão a área de lançamento do
imposto e o fator de obsolescência do imóvel. Silva
também não concorda com o valor de R$ 4,350 milhões
lançando em 2009, pois, segundo ele, “dos 14 exercícios
julgados até o momento, entre o anos de 81 a 94, a
proporção do valor a ser pago foi somento 20% do que
está sendo cobrado.” |
|
| "O
Jockey não se recusa a pagar o imposto, só quer pagar o que é
justo”, disse Mário Roberto Silva, diretor de finanças da
instituição. |
| A entidade alega
que a construção do Jockey é de 1942 e que a área construída é
de 86 mil m² e não 110 mil m². Os representantes disseram que a
maior parte do terreno, de 545 mil m², é formado por uma “grande
área verde; um pulmão para a cidade”, na opinião de Silva.
Segunda ele, "o Jockey não se recusa a pagar o imposto, só quer
pagar o que é justo.” |
| O vereador
Aurélio Miguel (PR), presidente da CPI, simulou através do
site da Prefeitura o ingresso da instituição no Programa de
Parcelamento Incentivado (PPI) do município. “Se ingressarem no
PPI hoje, pagariam R$ 56 milhões, parcelados em 120 vezes”,
disse Miguel. |
| “Os dirigentes
quiseram passar a impressão para a Comissão que prestam um
grande serviço para a cidade, justificando maiores benefício
para o Jockey; relutam em pagar o IPTU, essa é que a verdade”,
enfatizou o vereador Claudio Fonseca (PPS). |
| Para Miguel, a
cidade perde muito com as contestações judiciais. “Acho que as
pessoas estão usando muito deste artifício para deixar de
arrecadar e a cidade perde em investimento. É importante que a
Prefeitura tenha um banco de dados correto, faça o lançamento
correto para que não tenham argumentos para entrar na Justiça.” |
| Shopping |
| Representantes
do Shopping Anália Franco também participaram da reunião para
explicar aos parlamentares pagamento de multa datada de 2006 por
falta do certificado de habite-se. Na ocasião, o valor lançado
foi de R$ 2 mihões. O estabelecimento recorreu e pagou R$
53.303. |
| Participaram do
encontro os vereadores Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB),
Marta Costa (DEM), Wadih Mutran (PP), Donato (PT), Claudio
Fonseca e Aurélio Miguel, presidente. |
|