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O
especialista fez uma apresentação demonstrando o tráfego
aéreo ao redor do mundo e a concentração de vôos no
Estado de São Paulo. Mostrou como as rádios piratas
interferem na comunicação entre a central de
gerenciamento e os comandantes das aeronaves, e também
abordou o cenário do Centro Integrado de Defesa Aérea e
Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta).
Moretti disse ainda que em São Paulo foi criado um
controle dedicado exclusivamente aos helicópteros da
capital, através de um radar específico. Entretanto,
ressaltou que este gerenciamento possui uma área
restrita, com abrangência entre o Aeroporto de Congonhas
e os bairros de Campo Belo e Vila Mariana; “áreas com
grande concentração de helipontos.”
Links
digitais
Durante
a apresentação, o Tenente Coronel explicou que "em um
futuro breve não haverá mais controle aéreo de voz, e as
informações serão gerenciadas somente por satélites. As
aeronaves enviarão todas as características e
posicionamentos para determinado satélite e, este, por
sua vez, devolverá informações processadas com
instruções para os vôos em forma de links.” De acordo
com Moretti, o Brasil está no topo da lista nos estudos
da nova tecnologia de “links digitais”, tendo o
Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro como pioneiro no
teste do sistema.
O vereador Aurélio Miguel ressaltou o quanto este tipo
debate contribui para o esclarecimento da população: “É
importante que as pessoas saibam como funciona o tráfego
aéreo em SP e que a Aeronáutica mostre como faz este
controle”, disse.
Além de Moretti, também participaram do encontro o
capitão Bruno Pinto Barbosa, especialista em controle de
tráfego aéreo; o Tenente Coronel Aviador Antonio Carlos
de Marchi Nammur e o Major Aviador Carlos Alberto de
Matos Bento. E os vereadores: Aurélio Miguel, Domingos
Dissei (DEM), Tripoli (PV) e Gilson Barreto (PSDB). |