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O vereador Milton Leite (DEM), relator da Subcomissão, ficou
espantando com o número de multas recebido pela Qualix. Como os
contratos da Prefeitura com as empresas de varrição vencem dia 3
de outubro, Leite pediu o envio imediato de requerimento
sugerindo que a Secretaria de Serviços não renove com a Qualix.
“Em uma amostra pequena há uma quantidade excessiva de multas.
Essa empresa já sofreu quase todos os tipos de sanções previstas
em contrato, é um absurdo que continue prestando serviços”,
protestou Leite.
José Moacyr Malvino Pereira, presidente do SIEMACO (Sindicato
dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de
Asseio, Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo) também foi
ouvido pelos vereadores. Ele confirmou que “há desvio de função
entre os trabalhadores de varrição”, isto é, pessoas que são
contratadas como auxiliares acabam prestando serviço como garis.
Moacyr acredita que os poucos mais de oito mil varredores
contratados para trabalhar em São Paulo são insuficientes diante
de uma cidade com mais de onze milhões de habitantes. “Há uma
sobre carga do serviço”, afirmou ele.
O vereador Roberto Tripoli ( PV) , presidente da Subcomissão,
acredita que há necessidade de se abrir uma Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) para investigar as empresas. “Assim também
poderemos averiguar se há irregularidades envolvendo
funcionários públicos”, disse Tripoli.
Também esteve presente na Subcomissão Ariovaldo Caodaglio,
presidente do Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado
de São Paulo (SELUR).
Além de Milton Leite e Roberto Tripoli participaram da reunião
os vereadores Gilson Barreto ( PSDB), Adilson Amadeu (PTB),
Arselino Tatto ( PT), Donato (PT) e Aurélio Miguel ( PR). |