Subcomissão de Varrição e
Coleta de Lixo ouve diretor da Limpurb
08/10/2009
Diretor da Construfert, empresa responsável pela limpeza da região
central, também foi ouvido
Os
vereadores da Subcomissão de Varrição e Coleta de Lixo ouviram, nesta
quarta-feira (07/10), César Mecchi Morales, diretor da Limpurb, para
esclarecer dúvidas a respeito dos contratos com empresas que realizam a
limpeza urbana na cidade.
Durante a fala de Morales, os vereadores notaram uma disparidade nos
valores dos contratos. A empresa responsável pela Zona Sul, Qualix,
recebe 36 reais por quilometro varrido. E todas as outras quatro recebem
de 42 a 46 reais. O vereador Milton Leite (DEM), relator da Subcomissão,
criticou a diferença: “o trabalho é o mesmo em qualquer lugar da cidade,
varredores recebem o mesmo”. O diretor de Limpurb não soube explicar a
disparidade, mas ponderou que “o salário é apenas um dos componentes
utilizados para avaliar os custos do serviço”.
César Mecchi Morales também foi indagado a respeito de como é realizada
a fiscalização dos serviços das empresas. “Pela facilidade da
proximidade, os agentes das subprefeituras são responsáveis por
fiscalizar na rua e emitir a notificação de autuação. Nós da Limpurb
fazemos o controle contábil, ou seja, a ordenação de despesa”.
Para aprimorar o processo, o diretor afirmou que “está sendo estudado um
novo modelo de fiscalização que integraria as equipes de Limpurb e das
subprefeituras”.
Em relação à matéria publicada no jornal Agora, no dia 13/09, “Empresas
só fazem uma em cada três varrições” Morales justificou que pode ter
ocorrido falhas, mas algumas reduções foram em cumprimento a novos
planos de trabalho.“Diante da escassez de recursos financeiros, o
prefeito Gilberto Kassab determinou os cortes. Houve uma reunião com os
diretores das empresas e ficou decidido o aditamento contratual e a
diminuição imediata de alguns serviços. Porém, antes de ser
oficializado, o Prefeito reverteu o processo e o contrato continuou
igual”, justificou.
Construfert
Carlos Eduardo de Almeida, diretor da Construfert Ambiental, empresa
responsável pela limpeza urbana da região central afirmou “que os custos
com a mão de obra correspondem a 60% da receita da empresa”. Leite
considerou pouco por ser um serviço “essencialmente de mão de obra, pois
não utiliza insumos caros”. Outro fato que espantou os vereadores é que,
segundo levantamento trazido pelo diretor da Limpurb, a Construfert não
recebeu nenhuma multa no ano de 2009.
Além de Milton Leite também participaram os vereadores José Police Neto
(PSDB), Adilson Amadeu (PTB), Arselino Tatto (PT), Roberto Tripoli (PV),
Aurélio Miguel (PR), Donato (PT) e Gilson Barreto ( PSDB). |