Secretário do Planejamento explica Orçamento 2010 em audiência pública
12/11/2009

Proposta orçamentária para o ano que vem é de R$ 28,1 bilhões

Nesta quinta-feira (12/11), a Comissão de Finanças e Orçamento realizou audiência pública para discutir o projeto de lei orçamentária para 2010 (PL 637/09) – primeiro encontro geral e 13º de fato.
 
O secretário municipal de Planejamento, Manuelito Pereira de Magalhães Jr., veio falar dos números da peça. A receita estimada para o exercício do ano que vem é da ordem de R$ 28,1 bilhões, dos quais 78% são para despesas correntes, como gastos com pessoal (excluídos os juros), 8% para saldar serviços da dívida e 13% para pagar despesas de capital.
 
O Orçamento prevê ainda R$ 7.063 milhões para Educação, R$ 5.507 milhões para Saúde, R$ 1.310 milhões para Habitação e R$ 821 milhões para Assistência Social.
 
O secretário Manuelito também explicou as diretrizes, objetivos e metas do projeto de lei do Plano Plurianual 2010-2013. “O Plano Plurianual agregou um elemento importante na esfera do planejamento que foi o Programa de Metas que nós chamamos de Agenda 2012. O PPA agora é totalmente ligado ao Orçamento. Essas mudanças estruturais naquilo que eram usos e costumes na cidade de São Paulo possibilitaram um melhor monitoramento e avaliação das ações da administração.”
 
Indagado pelo relator da lei orçamentária, vereador Milton Leite (DEM), o secretário não tinha à mão a quantia que a Prefeitura tem em caixa no momento.
 
O vereador Antônio Donato (PT) estranhou a estimativa da receita arrecadada com o ICMS, 13,6% maior do que na previsão para 2009. “Com relação ao ICMS, é importante ver a previsão de crescimento da economia. A previsão de crescimento do PIB é de 3,3% mais uma inflação de 4,3%. Só isso explicaria [essa projeção]”, respondeu Manuelito Magalhães, que também sentenciou: “O ano de 2010 também será apertado. A crise demorou a chegar em São Paulo e está demorando para sair.”
 
O vereador Aurélio Miguel (PR) expressou sua preocupação com o custo previsto nos contratos da Prefeitura com empresas prestadoras de serviço, que, segundo o parlamentar, recebem três vezes mais do poder público do que se o fizessem para particulares: “Quais as medidas que os senhores estão tomando para que o dinheiro público tenha uma eficiência maior?”
 
“Eu sou favorável à tese de que a luz do sol é o melhor dos detergentes. Só se consegue saber quanto a Prefeitura está pagando nos contratos [terceirizados], porque essa informação está disponível no seu site. Quando a gente traz à tona as informações, a gente ajuda na fiscalização, na avaliação e no monitoramento”, declarou o secretário.
 
Dialogaram com o secretário, sua equipe e com a população interessada os vereadores Milton Leite; José Police Neto (PSDB); Claudio Fonseca (PPS); Jamil Murad (PCdoB); Floriano Pesaro (PSDB); Antônio Donato (PT); Eliseu Gabriel (PSB); Aurélio Miguel e Antônio Goulart (PMDB).