Sem educação social não
há cidade limpa
18/10/2009
Quem
pensa assim é o presidente da Associação Brasileira de Limpeza Pública (ABLP)
A
Subcomissão de Varrição e Coleta de Lixo da Câmara recebeu, nesta
terça-feira (18/11), o presidente da Associação Brasileira de Limpeza
Pública (ABLP), Tadayuki Yoshimura, para debater novas propostas para o
sistema da capital.
O representante da ABLP afirmou que sem conscientização social não
haverá limpeza correta. “A cidade mais limpa é aquela que não se suja”,
disse. Yoshimura mostrou-se favorável a um contrato de licitação em que
as empresas seriam obrigadas a instalar lixeiras e realizar campanhas de
educação.
“O prefeito recontratou as empresas que realizavam o serviço pelo prazo
de um ano. Neste tempo, acredito que o Executivo analisará um novo
módulo de contrato de varrição. Hoje, existe um caminhão que passa para
pegar os entulhos e outro para o da varrição, por exemplo; este modelo
está errado. Chamamos a associação para apresentar outros modelos. E
eles se mostraram favoráveis a um contrato em que a população
fiscalizaria a varrição, e a empresa também colocarias lixeiras nas ruas
e realizaria forte campanha de conscientização. É uma novidade; um ponto
a ser analisado”, diz o vereador Roberto Tripoli (PV), presidente da
Comissão.
No modelo proposto, o contrato obrigaria as empresas a prestarem o
serviço de coleta e varrição, instalarem lixeiras em cada 50 metros e
realizar massiva campanha de educação. A mediação seria feita pela
própria população, através de pesquisa com notas de zero a dez mensais
para o serviço prestado.
“Não
é por falta de leis que a cidade está degradada, o que falta é
conscientização da população e cidadania. As pessoas têm de entender que
é o dinheiro delas que paga o serviço. A associação colocou bem: uma
cidade mais limpa é uma cidade menos suja. Temos de investir muito forte
nessa mudança de cultura, aí sim vamos reduzir o custo das empresas
contratadas”, ressalta Tripoli
Japão
De acordo com Yoshimura, o modelo de limpeza pública de Tóquio (Japão),
operado através de máquinas não se aplica a realidade de São Paulo. Os
aparelhos só podem andar, no máximo, a seis quilômetros por hora e, para
atender todo o município, seria necessário comprar 300 delas. “Testamos
este esse modelo na Avenida Paulista e tivemos problemas, somente
podíamos utilizá-las em um período muito curto; das 2h às 4h. Não é
suficiente. Elas atrapalhariam o trânsito”, explica.
Além de Tripoli participaram do encontro os vereadores Adilson Amadeu
(PTB), Arselino Tatto (PT) Milton Leite (DEM), Aurélio Miguel
(PR), Jamil Murad (PCdoB) e o Subsecretário de Fiscalização e Controle
do TCM, Luis Camargo. |