SESSÃO: 017-SO - discurso proferido em 24/03
26/03/2009
AO SR.
AURÉLIO MIGUEL (PR) – (Sem revisão do orador) - Sr. Presidente, Sras. e
Srs. Vereadores, telespectadores da TV Câmara São Paulo, venho à tribuna
para falar da visita que fizemos ontem, uma diligência na verdade, ao
Centro de Zoonose da Prefeitura na Zona Norte.
Participo da comissão de estudos para avaliação da coexistência dos
animais domésticos ou domesticados da cidade de São Paulo. Então, quero
mostrar que estivemos ontem – e está aqui veiculado pelo telão da Câmara
– num Centro de Zoonose. Fomos, justamente, por conta de uma matéria que
foi veiculada na TV Record à respeito dos maus-tratos que estavam
ocorrendo no Centro de Zoonose da Cidade de São Paulo.
Pudemos observar em nossa visita que havia no local onde eles preparam
os alimentos dos animais fezes de ratos. Outra situação emblemática foi
a deste cachorro que está aparecendo no telão e que deu entrada na
Zoonose no dia oito de agosto. Ele deveria ter recebido todos os
cuidados, mas não teve. Detectamos em nossa visita que este cachorro
estava com berne e foi retirado dele o equivalente a uma xícara de
vermes e, por conta disso, o animal foi sacrificado. Realmente, faltou a
atenção de alguém no Centro de Zoonose. Como o cérebro do animal foi
atingido, ele teve de ser sacrificado.
Ficamos muito preocupados com as condições que são dadas à Zoonose da
cidade de São Paulo. Os cães e os gatos, os animais que são apreendidos,
na verdade, deveriam estar em abrigos na Cidade, porém esses são
insuficientes. E é bom lembrar que existe uma lei estadual que proíbe o
sacrifício de animais em São Paulo, e reitero que sou favorável, pois
animais sadios devem ser encaminhados para adoção.
A condição que observamos mostra o descaso do Poder Público – acho que
pode ser dito desta forma – cuja Secretaria de Saúde Municipal é
subordinada, pois deveriam disponibilizar mais recursos para a Zoonose e
para o abrigo de animais. Isso é questão de Saúde Pública.
Observamos, realmente, que faltam recursos para que se possa ter um
serviço adequado a nossa cidade em relação à questão da proteção aos
animais. Entretanto, sabemos que deve haver vontade política daqueles
que detém a pasta relativa ao Programa de Zoonose que, no caso, é a
Secretaria da Saúde.
A Secretaria da Saúde deveria envidar todos os esforços possíveis para
solucionar os problemas em relação a esta questão. Observamos lá -
verifiquem na foto dos carros projetada no telão - que havia no local
mais de dezoito carros. Até pedi o contrato, que é terceirizado, para o
gestor do CCZ em relação ao Centro de Zoonose da Zona Norte, pois estes
carros estavam lá todos parados. Eram dezessete ou dezoito carros –
tirei foto de todos.
Portanto, vamos verificar o contrato com a Secretaria da Saúde para ver
as condições em que está regido. Mas, o mais importante é que o Centro
de Zoonose de São Paulo não podia ter deixado de dar a devida atenção
aos animais que foram apreendidos e que estavam lá.
Segundo o próprio CCZ, por meio de denúncia, também invadiu, assegurado
por Mandado de Segurança, alguns abrigos da cidade de São Paulo que
estariam tratando de forma equivocada vários animais e retiraram-nos de
lá. Entretanto, o que pudemos observar ontem no CCZ, com a morte e o
sacrifício deste animal, é que, também, no próprio CCZ, se aplica a
mesma política.
Isso não podemos aceitar na Cidade de São Paulo e o exemplo, em minha
opinião, deve ser aquele que observamos no canal que assisto (Palavra
estrangeira), que é do controle de zoonose da Cidade de Miami, que
recebe total apoio da política pública dos órgãos competentes daquela
cidade. Esse poderia ser o modelo para a nossa Cidade. Registro o meu
repúdio e indignação ao tratamento dado aos animais no Controle de
Zoonoses do Estado de São Paulo.
Muito obrigado, Sr. Presidente. |